Eu ouvi uma coisa um tanto intrigante. Eu diria que até óbvia. Mas é interessante como o óbvio nem sempre é óbvio, ainda mais quando a gente está tão preocupado em encontrar o "a mais".
Nas minhas tentativas de "pensar fora da caixa", muitas certamente frustadas, eu esqueci de lembrar do significado dessa frase: "Cada dia que você espera é outro dia que você nunca terá de volta".
Poxa vida, eu não sei seguir essa regra. Eu sempre espero!
Eu sei esperar!!!!
Sim, eu sei, e eu não estou a fim de desaprander!
Se estou desperdiçando minha vida, não sei, mas também aprendi que as coisas que demoram para acontecer, são bem mais gostosas de aproveitar.
Wednesday, November 24, 2004
Tuesday, November 16, 2004
Lacking oxygen in my vains
I caught myself crying on the inside
There weren’t even real tears to slowly wash the pain away
There was only dust and bad feelings
The lack of oxygen in my vains
There were walls and there it was, the darkness
The hearing of drops continually hiting the floor
In the rotten basement of my lonely memories
I’m streching my hands and yet cannot reach the door
I saw the sunlight once and it touched my skin
It so gently and generoulsly provided me with life
But sun doesn’t visit the sealed trunk of my sadness
And the nostalgy of my obliviousness for several times has made me dunk and dive
Bad habits hunt me in my recurrent dreams
It becomes unbearable to shut my eyes
In the mirror I see my reflection rehearsing screams
I’m laying down in a bed of lies
I thought shelter would keep me in one piece
But it ended up showing my cowardice and disconectedness
There are a thousand things I’d really miss
That’s the main reason why I stay on this ground of my everlasting mess
I’m alone but I’m alive
Nobody entitled to the keys to my twisted mind
Nothing to cheer me up, nothing that makes me thrive
I came to the conclusion it might not be that great to be one of a kind
There weren’t even real tears to slowly wash the pain away
There was only dust and bad feelings
The lack of oxygen in my vains
There were walls and there it was, the darkness
The hearing of drops continually hiting the floor
In the rotten basement of my lonely memories
I’m streching my hands and yet cannot reach the door
I saw the sunlight once and it touched my skin
It so gently and generoulsly provided me with life
But sun doesn’t visit the sealed trunk of my sadness
And the nostalgy of my obliviousness for several times has made me dunk and dive
Bad habits hunt me in my recurrent dreams
It becomes unbearable to shut my eyes
In the mirror I see my reflection rehearsing screams
I’m laying down in a bed of lies
I thought shelter would keep me in one piece
But it ended up showing my cowardice and disconectedness
There are a thousand things I’d really miss
That’s the main reason why I stay on this ground of my everlasting mess
I’m alone but I’m alive
Nobody entitled to the keys to my twisted mind
Nothing to cheer me up, nothing that makes me thrive
I came to the conclusion it might not be that great to be one of a kind
Sunday, November 14, 2004
Meu universo doido...
De ‘de repentes’ são feitas as minhas incertezas
De ‘depois’ os meus infortúnios corriqueiros
De ‘améns’ os meus arrependimentos constantes
Será? Será que existe o sim, o não e o talvez?
Será que as respostas serão sucintas e fatídicas?
Em minha mente ressoa um tremendo ‘não sei’
Preciso de respostas claras, mesmo que elas me carreguem em infindáveis círculos
Porque tenho essa imensa e incessante necessidade de pensar
Coisas impensáveis que se tornam exacerbadamente arquitetáveis
Já as coisas inimagináveis eu nunca conseguirei capturar
Talvez através do olhar de outros
Daí o meu amor pela arte e pela conversa do dia-a-dia
Assim eu sou levada pelo conceito ilusório das conversas profundas
Em pensar que o que eu acho que vai me levar a algum lugar concreto
Só me traz mais e mais abstrações
Em achar que eu vou me encontrar no meu universo doido
Em sentir que o querer não sai do papel e não toma impulso
Nem mesmo meus sonhos alados tocam as nuvens
Nem mesmo minha criatura faminta acha tempo para alimentar-se
Por isso eu divago, eu atino, eu maquino, eu interrogo minha caixa de pensamentos
São ambições uivantes que me levam ao lugar onde eu quero estar
Aquele que não tem começo nem fim e nem sempre se chama realidade
Esse tal saber que me atordoa e cada vez menos traz felicidade
O tal que sempre me deixa em estado de alerta e sempre me mantém ocupada
Às vezes seria bom um silêncio, um vazio... um nada em que pensar
O ‘porém’ sempre eleva minha sobrancelha direita
O ‘quem sabe’ faz cóssegas na boca do meu estômago
Mas o ‘com certeza’ – esse sim – é o que mais me amedronta e atormenta
Porque o ‘quem sabe’ significa chance e esperança
E o ‘porém’ o desafio de encontrar uma saída
Agora, o com ‘certeza’ é a morte trazida por um ‘nunca mais’ silencioso
E segundos mais tarde, eu quero que tudo se faça em pedaços
Porque nada é tão importante ou relevante
Não o suficiente para me deixar inquieta e desconcertada
Mesmo assim, é como eu me sinto toda vez que reflito sobre qualquer coisa
E como eu sou uma máquina expressa de pensamentos – fúteis ou interessantes
É dessa forma que me sinto todos os dias de minha vida indecisa
De ‘depois’ os meus infortúnios corriqueiros
De ‘améns’ os meus arrependimentos constantes
Será? Será que existe o sim, o não e o talvez?
Será que as respostas serão sucintas e fatídicas?
Em minha mente ressoa um tremendo ‘não sei’
Preciso de respostas claras, mesmo que elas me carreguem em infindáveis círculos
Porque tenho essa imensa e incessante necessidade de pensar
Coisas impensáveis que se tornam exacerbadamente arquitetáveis
Já as coisas inimagináveis eu nunca conseguirei capturar
Talvez através do olhar de outros
Daí o meu amor pela arte e pela conversa do dia-a-dia
Assim eu sou levada pelo conceito ilusório das conversas profundas
Em pensar que o que eu acho que vai me levar a algum lugar concreto
Só me traz mais e mais abstrações
Em achar que eu vou me encontrar no meu universo doido
Em sentir que o querer não sai do papel e não toma impulso
Nem mesmo meus sonhos alados tocam as nuvens
Nem mesmo minha criatura faminta acha tempo para alimentar-se
Por isso eu divago, eu atino, eu maquino, eu interrogo minha caixa de pensamentos
São ambições uivantes que me levam ao lugar onde eu quero estar
Aquele que não tem começo nem fim e nem sempre se chama realidade
Esse tal saber que me atordoa e cada vez menos traz felicidade
O tal que sempre me deixa em estado de alerta e sempre me mantém ocupada
Às vezes seria bom um silêncio, um vazio... um nada em que pensar
O ‘porém’ sempre eleva minha sobrancelha direita
O ‘quem sabe’ faz cóssegas na boca do meu estômago
Mas o ‘com certeza’ – esse sim – é o que mais me amedronta e atormenta
Porque o ‘quem sabe’ significa chance e esperança
E o ‘porém’ o desafio de encontrar uma saída
Agora, o com ‘certeza’ é a morte trazida por um ‘nunca mais’ silencioso
E segundos mais tarde, eu quero que tudo se faça em pedaços
Porque nada é tão importante ou relevante
Não o suficiente para me deixar inquieta e desconcertada
Mesmo assim, é como eu me sinto toda vez que reflito sobre qualquer coisa
E como eu sou uma máquina expressa de pensamentos – fúteis ou interessantes
É dessa forma que me sinto todos os dias de minha vida indecisa
Tuesday, October 19, 2004
Penso, logo existo???
Os segundos passam tão rápido e eu penso no que poderia ter feito com eles. Mas é sempre tarde demais.
Perco tanto tempo pensando nos segundos passados que perco a noção de vida dentro de mim!
Penso que o melhor é abandonar as lembranças, boas ou ruim. Mas ao pensar no futuro, faço somente planos, e planos só me mostram que os segundos sempre me vencem.
Apesar do esforço, eu não consigo alcançá-los.
Apesar de toda luta... Apesar da ambição...
Ouso dizer que minha vida é uma perda de tempo! Minha vida é uma perda de vida!
Ao mesmo tempo, minha vida só faz diferença para mim. Então, a minha vida é uma perda de mim.
Tudo é tanto, mas tão pouco para o que podia ter sido.
É nada para o que guardo dentro de mim.
É zero para a poeira do Universo.
É menos para quem sonho em me tornar!
Os segundos podem ter passado sem eu ter feito nada. Mas nada é vida também e eu estou nela.
Estranho como as paredes me fecham e me deixam sem ar.
Estranho como toda a minha ideologia vai por água abaixo em um segundo.
Difícil entender o porquê da relatividade do pensamento.
Penso, logo existo. Existo, logo penso.
Se não pensasse, talvez existisse, mas se o mundo não me reconheçe, não sou ninguém.
Não procuro a vaidade e a coleção de carinhos. Procuro me encontrar em alguém.
Tudo é tão sóbrio quando estamos sós.
Tudo é tão lindo quando estamos bem.
Tudo é tudo e mais um pouco se eu encontrar meu alguém.
Alguém que me faça sentir viva.
Alguém que me diga que o que eu construo é vida!
Um estranho, um conhecido, uma amiga, um outrem.
Alguém que diga que me entende sem usar palavras.
Perco tanto tempo pensando nos segundos passados que perco a noção de vida dentro de mim!
Penso que o melhor é abandonar as lembranças, boas ou ruim. Mas ao pensar no futuro, faço somente planos, e planos só me mostram que os segundos sempre me vencem.
Apesar do esforço, eu não consigo alcançá-los.
Apesar de toda luta... Apesar da ambição...
Ouso dizer que minha vida é uma perda de tempo! Minha vida é uma perda de vida!
Ao mesmo tempo, minha vida só faz diferença para mim. Então, a minha vida é uma perda de mim.
Tudo é tanto, mas tão pouco para o que podia ter sido.
É nada para o que guardo dentro de mim.
É zero para a poeira do Universo.
É menos para quem sonho em me tornar!
Os segundos podem ter passado sem eu ter feito nada. Mas nada é vida também e eu estou nela.
Estranho como as paredes me fecham e me deixam sem ar.
Estranho como toda a minha ideologia vai por água abaixo em um segundo.
Difícil entender o porquê da relatividade do pensamento.
Penso, logo existo. Existo, logo penso.
Se não pensasse, talvez existisse, mas se o mundo não me reconheçe, não sou ninguém.
Não procuro a vaidade e a coleção de carinhos. Procuro me encontrar em alguém.
Tudo é tão sóbrio quando estamos sós.
Tudo é tão lindo quando estamos bem.
Tudo é tudo e mais um pouco se eu encontrar meu alguém.
Alguém que me faça sentir viva.
Alguém que me diga que o que eu construo é vida!
Um estranho, um conhecido, uma amiga, um outrem.
Alguém que diga que me entende sem usar palavras.
Tuesday, September 14, 2004
Ilusões
É a poeira do mundo que se levanta e faz meus olhos arderem, entope minha garganta e dificulta a minha respiração... Preciso de água!!
Cada gota é uma ilusão, uma mentira. Mas eu não fico tímida ao me banhar e tomar dessa água, porque dela eu preciso.
Me chamar de hipócrita seria a maior das hipocrisias pois quem não cria suas próprias ilusões aqui acaba morrendo asfixiado.
O que mais meconcerne é o modo como funciona a divisão de classes. Como se fosse uma cachoeira. Quem fica no topo tem água de sobra e pode passar o dia tomando sol, mas quem está lá embaixo sente a força com que a água chega!! E é muito difícil olhar para cima e enxergar a verdade pois quem olha fica cego com a luz do sol e não consegue enxergar direito... chora!! Acaba acreditando que quem está no topo da cachoeira é mesmo diferente e pertence àquele lugar.
Quem está no alto nem é afetado pela poeira do mundo. Em compensação, os que estão embaixo são tão afetados que acabam virando poeira. Viram o mal do mundo.
E é muito difícil entender a vida lá em cima quando se está embaixo. E quem é que tem coragem de colocar as mãos na imensidão das águas e achar que vai conseguir impedir a queda da cachoeira!?
A poeira do mundo está subindo e fazendo meus olhos arderem. Meus olhos choram...
Mas é impossível não ignorar a poeira nunca! Se eu não fechar meus olhos nem para dormir como vou descansar?? Se eu não descanso, minha razão me abandona.
Razão e ilusão para mim funcionam como lua e sol: nunca estão juntos mas eu preciso que os dois existam para que possam sempre se revezar.
Aliás, eu vejo que canoa alguma sobe o rio, mas a cada dia mais uma canoa rola lá do alto. Não tem queda pior.
Aqui no chão as canoas se amontoam. Não há mais espaço para elas. Mas quem sabe um dia não terão tantas canoas empilhadas aqui no chão que todos poderão escalá-las e então enxergar o sol sob a mesma perspectiva??
Cada gota é uma ilusão, uma mentira. Mas eu não fico tímida ao me banhar e tomar dessa água, porque dela eu preciso.
Me chamar de hipócrita seria a maior das hipocrisias pois quem não cria suas próprias ilusões aqui acaba morrendo asfixiado.
O que mais meconcerne é o modo como funciona a divisão de classes. Como se fosse uma cachoeira. Quem fica no topo tem água de sobra e pode passar o dia tomando sol, mas quem está lá embaixo sente a força com que a água chega!! E é muito difícil olhar para cima e enxergar a verdade pois quem olha fica cego com a luz do sol e não consegue enxergar direito... chora!! Acaba acreditando que quem está no topo da cachoeira é mesmo diferente e pertence àquele lugar.
Quem está no alto nem é afetado pela poeira do mundo. Em compensação, os que estão embaixo são tão afetados que acabam virando poeira. Viram o mal do mundo.
E é muito difícil entender a vida lá em cima quando se está embaixo. E quem é que tem coragem de colocar as mãos na imensidão das águas e achar que vai conseguir impedir a queda da cachoeira!?
A poeira do mundo está subindo e fazendo meus olhos arderem. Meus olhos choram...
Mas é impossível não ignorar a poeira nunca! Se eu não fechar meus olhos nem para dormir como vou descansar?? Se eu não descanso, minha razão me abandona.
Razão e ilusão para mim funcionam como lua e sol: nunca estão juntos mas eu preciso que os dois existam para que possam sempre se revezar.
Aliás, eu vejo que canoa alguma sobe o rio, mas a cada dia mais uma canoa rola lá do alto. Não tem queda pior.
Aqui no chão as canoas se amontoam. Não há mais espaço para elas. Mas quem sabe um dia não terão tantas canoas empilhadas aqui no chão que todos poderão escalá-las e então enxergar o sol sob a mesma perspectiva??
Monday, September 13, 2004
Colcha de retalhos
Quem sou eu? Um nome? Um número? Um conjunto de documentos?
Isso não é uma crise de identidade não, apenas uma reflexão. Se eu sou o conjunto de fatos que aconteceram na minha vida, então à medida em que eu envelheço eu vou me tornando alguém cada vez mais completo. Completo ou complexo?
Isso significa que eu não tenho controle sobre a minha personalidade. Controle nenhum. Eu apenas aprendo e apreendo o que acontece ao meu redor. Nasci em São Paulo há 18 anos, estudei em duas escolas diferentes, morei por cinco anos em um prédio no Brooklyn novo e há 13 anos moro em um condomínio. Eu sou aquilo que o mundo que eu conheço me mostra.
Posso até ter o poder de escolha das minhas ações, mas não tenho poder algum sobre o leque de opções que me é oferecido em cada situação.
Se ao nascer minha mãe tivesse me colocado em um orfanato e um casal de indianos me adotasse e fosse morar comigo em uma aldeia da África do Sul, eu seria alguém totalmente diferente de quem sou hoje.
Então quem sou eu? Como me apresentar a alguém se nem eu mesma me conheço? Como me definir?...
Para quê serve essa preocupação que todos têm em se diferenciar? Isso não requer esforço algum!! Ninguém que nasceu no mesmo hospital que eu foi levado para casa pelos mesmos pais nem tem a mesma história de vida. Cada um tem sua própria bagagem cultural, portanto eu sou única. Nem se tentarem me copiar vão conseguir porque eu não sou o que visto, não sou o que como e muito menos o que faço. Eu sou o que sei. Sou tudo aquilo que aprendi e as conclusões que tiro a partir do que penso estar certo. Posso ter aprendido muitas coisas inúteis e até manter crenças tolas, mas quem é que poderá julgar isso sem ter estado na minha pele durante todos esses anos? Só eu posso.
Só eu tenho o benefício de me conhecer por inteiro e o direito de me amar ou me odiar com tamanha intensidade.
Ainda não sei o que sou e enquanto tento descobrir vou me tornando a pessoa que sou. Confuso?? ... Talvez. Mas é isso mesmo.
Eu sou identidade e alteridade. Sou o que sou, o que penso que sou, o que os outros pensam que eu sou e o que eu penso que os outros pensam que eu sou.
Sou tudo e nada ao mesmo tempo. Sou tudo que sei e sempre soube. Não consigo me achar melhor ou pior que eu mesma e não conheço ninguém tão bem quanto me conheço para poder fazer uma comparação decente. Resumindo: não existem parâmetros para mim.
Eu sou eu! Não sou mais nem menos que ninguém, apenas diferente. Diferente sempre! Se você me conheceu ontem não me conhece hoje e se conviveu comigo a vida toda não se limite ao que acha que sabe. Eu já fiz coisas que nem eu conseguiria imaginar, muito menos você!!
Eu gosto disso e daquilo agora mas daqui a pouco eu mudo meu gosto. Mudo minha forma de pensar. Mudo minha personalidade toda. Redireciono minha vida, faço novos planos.
Mas se você disser que é tal coisa eu prometo que vou acreditar. Porque você realmente é o que diz no instante em que diz ser. E quem sou eu para contrariar alguém??
Nem a minha vida eu sei toda! Tem tanta coisa que eu já esqueci. Alguns momentos que amigos me lembram, outros que eu recordo ao olhar fotos e textos antigos. Muita coisa eu não vou lembrar nunca mais. E nem quero. Para quê lembrar-se de tudo afinal? Eu quero é viver muito mais, cada dia uma nova surpresa, e lembrar apenas daquilo que marcou, o que valeu a pena.
Ainda não sei quem sou e acho que nunca descobrirei, mas se eu sou as experiências pelas quais passei, a minha vida é apenas uma enorme colcha de retalhos.
Isso não é uma crise de identidade não, apenas uma reflexão. Se eu sou o conjunto de fatos que aconteceram na minha vida, então à medida em que eu envelheço eu vou me tornando alguém cada vez mais completo. Completo ou complexo?
Isso significa que eu não tenho controle sobre a minha personalidade. Controle nenhum. Eu apenas aprendo e apreendo o que acontece ao meu redor. Nasci em São Paulo há 18 anos, estudei em duas escolas diferentes, morei por cinco anos em um prédio no Brooklyn novo e há 13 anos moro em um condomínio. Eu sou aquilo que o mundo que eu conheço me mostra.
Posso até ter o poder de escolha das minhas ações, mas não tenho poder algum sobre o leque de opções que me é oferecido em cada situação.
Se ao nascer minha mãe tivesse me colocado em um orfanato e um casal de indianos me adotasse e fosse morar comigo em uma aldeia da África do Sul, eu seria alguém totalmente diferente de quem sou hoje.
Então quem sou eu? Como me apresentar a alguém se nem eu mesma me conheço? Como me definir?...
Para quê serve essa preocupação que todos têm em se diferenciar? Isso não requer esforço algum!! Ninguém que nasceu no mesmo hospital que eu foi levado para casa pelos mesmos pais nem tem a mesma história de vida. Cada um tem sua própria bagagem cultural, portanto eu sou única. Nem se tentarem me copiar vão conseguir porque eu não sou o que visto, não sou o que como e muito menos o que faço. Eu sou o que sei. Sou tudo aquilo que aprendi e as conclusões que tiro a partir do que penso estar certo. Posso ter aprendido muitas coisas inúteis e até manter crenças tolas, mas quem é que poderá julgar isso sem ter estado na minha pele durante todos esses anos? Só eu posso.
Só eu tenho o benefício de me conhecer por inteiro e o direito de me amar ou me odiar com tamanha intensidade.
Ainda não sei o que sou e enquanto tento descobrir vou me tornando a pessoa que sou. Confuso?? ... Talvez. Mas é isso mesmo.
Eu sou identidade e alteridade. Sou o que sou, o que penso que sou, o que os outros pensam que eu sou e o que eu penso que os outros pensam que eu sou.
Sou tudo e nada ao mesmo tempo. Sou tudo que sei e sempre soube. Não consigo me achar melhor ou pior que eu mesma e não conheço ninguém tão bem quanto me conheço para poder fazer uma comparação decente. Resumindo: não existem parâmetros para mim.
Eu sou eu! Não sou mais nem menos que ninguém, apenas diferente. Diferente sempre! Se você me conheceu ontem não me conhece hoje e se conviveu comigo a vida toda não se limite ao que acha que sabe. Eu já fiz coisas que nem eu conseguiria imaginar, muito menos você!!
Eu gosto disso e daquilo agora mas daqui a pouco eu mudo meu gosto. Mudo minha forma de pensar. Mudo minha personalidade toda. Redireciono minha vida, faço novos planos.
Mas se você disser que é tal coisa eu prometo que vou acreditar. Porque você realmente é o que diz no instante em que diz ser. E quem sou eu para contrariar alguém??
Nem a minha vida eu sei toda! Tem tanta coisa que eu já esqueci. Alguns momentos que amigos me lembram, outros que eu recordo ao olhar fotos e textos antigos. Muita coisa eu não vou lembrar nunca mais. E nem quero. Para quê lembrar-se de tudo afinal? Eu quero é viver muito mais, cada dia uma nova surpresa, e lembrar apenas daquilo que marcou, o que valeu a pena.
Ainda não sei quem sou e acho que nunca descobrirei, mas se eu sou as experiências pelas quais passei, a minha vida é apenas uma enorme colcha de retalhos.
Thursday, September 09, 2004
A dor do vazio...
Ter motivos para sofrer é horrível, mas pior ainda é não ter motivo algum. É a junção de tudo que se transforma em um algo mais. E quando te perguntam por que você está triste, você diz: Não sei.
E você não sabe mesmo. Você não sabe da dor, mas ela sabe de você. É uma espécie de luta insana onde o seu inimigo sabe tudo ao seu respeito, mas você não o conhece. Essa dor invisível que sabe te pegar de jeito e faz você sofrer até bater duas vezes com a mão no tatame... e nem assim ela pára. Você desiste das coisas que iria fazer e acaba entrando em uma depressão cada vez mais profunda. Não tem jeito.
E como medicar uma doença cuja causa você não consegue detectar de maneira alguma? E como buscar forças para continuar procurando o motivo??
Ai ai, como o ser humano é um bicho podre!!.. quanto mais você procura mais sujeira você acha... e a verdade fica cada vez mais exposta. A carne fica cada vez mais exposta. Mais exposta para quem quiser cutucar. E como é ruim perceber que quem pode cutuca, e cutuca mesmo.
É horrível acordar e se encontrar em um ninho de cobras. E será que eu sou cobra? Se não for, como eu vim parar aqui? De repente eu sou cobra, de repente somos todos.
Mas o que fazer para fugir dessa natureza humana? Me tornar menos humana? ... Impossível!! Se a cada dia eu me torno mais humana ainda. Mais cheia de falhas e erros. Mais atormentada por problemas e futilidades. Mais distante do sonho.
E que sonho lindo o que nós temos de nós mesmos!... "O que eu vou ser quando crescer?"... "Onde eu vou estar daqui a dez anos!?" ... "E daqui a vinte?". Pois é, a nossa imaginação flui nessas horas. E desde pequenos somos ensinados a sonhar.
Todos aqueles ideais que nos são passados desde a infância. Os contos de fadas terminados em moral. As lições de vida. O bem sobressaindo-se ao mal. Como eu queria que isso tudo fosse realidade!!
Como eu queria ter a certeza de que quando uma senhora é roubada na rua o ladrão irá para a cadeia. Eu nem quero pensar em exemplos piores... mas acho impossível ficar calada agora... Como eu queria dar como certa a morte daqueles que matam em vão, dos que matam por inveja e, pior ainda, dos que matam por puro terrorismo.
Como eu queria saber que serão torturados todos aqueles que torturaram inocentes, e todos aqueles que nos torturam todos os dias, quando temos que nos esconder atrás de grades e alarmes.
Como eu queria estar certa dos direitos humanos. Queria poder sentir raiva e descontar exatamente na pessoa que provocou em mim esse sentimento. Mas isso não acontece. Não em um mundo onde criminosos saem impune. Não em um mundo onde o sensacionalismo nos veículos de comunicação vale mais do que o direito de todos de saber a verdade.
A cada palavra escrita aqui, um sentimento maior de angústia. Uma agonia de ver as coisas e não poder fazer nada. Absolutamente nada... Absolutamente nada!!
O máximo que eu posso fazer nesse momento é sentar no meu quarto, dentro da minha casa, num condomínio cheio de guardas e escrever sobre o que eu vi hoje à tarde e sobre o que tenho visto dia após dia durante toda a minha vida.
E a impressão que eu tenho (tomara Deus seja só impressão) é de que a situação só piora. A revolta só gera mais revolta. A violência gera mais violência. E a corrupção dos poderosos tira o dinheiro dos menos afortunados e os deixa – talvez – sem opção a não ser roubar.
E onde ficam aqueles que pagam seus impostos em dia? Cadê a justiça daqueles que se esforçam para serem justos? Dos que se matam de trabalhar para trazer comida à mesa todos os dias e são zombados por aqueles que ganham o dinheiro fácil, aqueles que foram facilmente corrompidos por uma vida menos honesta, porém bem menos esforçada.
Cadê a vitória do bem sobre o mal? Quando é que a cinderela vai casar com o príncipe e esnobar a madrasta?
E para quê sentir medo de falar o que eu quero que aconteça com esses terrorista malditos, se o que eu quero é justamente que eles penem, chorem, sofram. Muito.
Eu sou humana e me sinto assim. Não sou de ferro, não tenho sangue de barata, não sou perfeita. Em nenhum sentido que essa palavra possa carregar... Não sou perfeita!!
Perfeição é algo que não existe em se tratando de vida humana. Até hoje eu nunca encontrei ninguém perfeito. Se algum dia encontrar, eu juro que não vou querer ficar perto dessa pessoa, porque perfeição é coisa para robô. Eu quero mais é ser humana. Eu quero mais é sentir.
Prefiria não ter que sentir o que estou sentindo agora: desprezo. Desprezo pela humanidade. Desprezo por todo o preconceito que existe por aí. Os brancos que rejeitam os negros, os negros que não aceitam os brancos. Os brasileiros que não gostam de estrangeiros. Os paulistas que querem expulsar os nordestinos. A briga entre as religiões. O machismo ou qualquer forma de feminismo exacerbado. Os americanos que se acham os donos do mundo.
A lista de preconceitos existentes é interminável, mas basta cada um olhar para dentro de si e tentar (de verdade) se despir de qualquer preconceito que sentir!
A má notícia é que ainda assim haverá preconceito pois muitos de nós somos preconceituosos sem nem notar. A notícia boa é que estaremos sendo seres humanos um pouquinho melhores do que somos no momento.
E quem sabe um dia o meu sonho não se torna realidade?? ...
Eu ainda anseio pelo dia no qual as diferenças não serão motivo de luta, e sim de celebração.
E você não sabe mesmo. Você não sabe da dor, mas ela sabe de você. É uma espécie de luta insana onde o seu inimigo sabe tudo ao seu respeito, mas você não o conhece. Essa dor invisível que sabe te pegar de jeito e faz você sofrer até bater duas vezes com a mão no tatame... e nem assim ela pára. Você desiste das coisas que iria fazer e acaba entrando em uma depressão cada vez mais profunda. Não tem jeito.
E como medicar uma doença cuja causa você não consegue detectar de maneira alguma? E como buscar forças para continuar procurando o motivo??
Ai ai, como o ser humano é um bicho podre!!.. quanto mais você procura mais sujeira você acha... e a verdade fica cada vez mais exposta. A carne fica cada vez mais exposta. Mais exposta para quem quiser cutucar. E como é ruim perceber que quem pode cutuca, e cutuca mesmo.
É horrível acordar e se encontrar em um ninho de cobras. E será que eu sou cobra? Se não for, como eu vim parar aqui? De repente eu sou cobra, de repente somos todos.
Mas o que fazer para fugir dessa natureza humana? Me tornar menos humana? ... Impossível!! Se a cada dia eu me torno mais humana ainda. Mais cheia de falhas e erros. Mais atormentada por problemas e futilidades. Mais distante do sonho.
E que sonho lindo o que nós temos de nós mesmos!... "O que eu vou ser quando crescer?"... "Onde eu vou estar daqui a dez anos!?" ... "E daqui a vinte?". Pois é, a nossa imaginação flui nessas horas. E desde pequenos somos ensinados a sonhar.
Todos aqueles ideais que nos são passados desde a infância. Os contos de fadas terminados em moral. As lições de vida. O bem sobressaindo-se ao mal. Como eu queria que isso tudo fosse realidade!!
Como eu queria ter a certeza de que quando uma senhora é roubada na rua o ladrão irá para a cadeia. Eu nem quero pensar em exemplos piores... mas acho impossível ficar calada agora... Como eu queria dar como certa a morte daqueles que matam em vão, dos que matam por inveja e, pior ainda, dos que matam por puro terrorismo.
Como eu queria saber que serão torturados todos aqueles que torturaram inocentes, e todos aqueles que nos torturam todos os dias, quando temos que nos esconder atrás de grades e alarmes.
Como eu queria estar certa dos direitos humanos. Queria poder sentir raiva e descontar exatamente na pessoa que provocou em mim esse sentimento. Mas isso não acontece. Não em um mundo onde criminosos saem impune. Não em um mundo onde o sensacionalismo nos veículos de comunicação vale mais do que o direito de todos de saber a verdade.
A cada palavra escrita aqui, um sentimento maior de angústia. Uma agonia de ver as coisas e não poder fazer nada. Absolutamente nada... Absolutamente nada!!
O máximo que eu posso fazer nesse momento é sentar no meu quarto, dentro da minha casa, num condomínio cheio de guardas e escrever sobre o que eu vi hoje à tarde e sobre o que tenho visto dia após dia durante toda a minha vida.
E a impressão que eu tenho (tomara Deus seja só impressão) é de que a situação só piora. A revolta só gera mais revolta. A violência gera mais violência. E a corrupção dos poderosos tira o dinheiro dos menos afortunados e os deixa – talvez – sem opção a não ser roubar.
E onde ficam aqueles que pagam seus impostos em dia? Cadê a justiça daqueles que se esforçam para serem justos? Dos que se matam de trabalhar para trazer comida à mesa todos os dias e são zombados por aqueles que ganham o dinheiro fácil, aqueles que foram facilmente corrompidos por uma vida menos honesta, porém bem menos esforçada.
Cadê a vitória do bem sobre o mal? Quando é que a cinderela vai casar com o príncipe e esnobar a madrasta?
E para quê sentir medo de falar o que eu quero que aconteça com esses terrorista malditos, se o que eu quero é justamente que eles penem, chorem, sofram. Muito.
Eu sou humana e me sinto assim. Não sou de ferro, não tenho sangue de barata, não sou perfeita. Em nenhum sentido que essa palavra possa carregar... Não sou perfeita!!
Perfeição é algo que não existe em se tratando de vida humana. Até hoje eu nunca encontrei ninguém perfeito. Se algum dia encontrar, eu juro que não vou querer ficar perto dessa pessoa, porque perfeição é coisa para robô. Eu quero mais é ser humana. Eu quero mais é sentir.
Prefiria não ter que sentir o que estou sentindo agora: desprezo. Desprezo pela humanidade. Desprezo por todo o preconceito que existe por aí. Os brancos que rejeitam os negros, os negros que não aceitam os brancos. Os brasileiros que não gostam de estrangeiros. Os paulistas que querem expulsar os nordestinos. A briga entre as religiões. O machismo ou qualquer forma de feminismo exacerbado. Os americanos que se acham os donos do mundo.
A lista de preconceitos existentes é interminável, mas basta cada um olhar para dentro de si e tentar (de verdade) se despir de qualquer preconceito que sentir!
A má notícia é que ainda assim haverá preconceito pois muitos de nós somos preconceituosos sem nem notar. A notícia boa é que estaremos sendo seres humanos um pouquinho melhores do que somos no momento.
E quem sabe um dia o meu sonho não se torna realidade?? ...
Eu ainda anseio pelo dia no qual as diferenças não serão motivo de luta, e sim de celebração.
Wednesday, September 01, 2004
Uma história de marujos
A história lhe fora contada quando ainda era criança e era mais ou menos assim...
- Homem ao mar!! – gritou um dos marujos.
De repente, todos se juntaram na tentativa de salvar o companheiro em apuros.
Ao ser trazido de volta ao barco, o marujo repetia sem parar: "mas eu só estava dando um mergulho".
Foi então que os outros perceberam o erro que cometeram. Se desculparam e alegaram terem julgado mal toda a situação. Perguntaram o que podiam fazer para se retratarem. Foi então que o nadador disse:
- Só peço que todos mergulhem comigo se querem mesmo se desculpar.
No início, os colegas não entenderam nada, mas todos fizeram como ele pediu. Passaram a tarde inteira nadando e mergulhando.
Ao ouvir essa história, o garoto não entendeu nada, e quando pediu explicações, seu pai lhe disse apenas:
- Com o tempo, as explicações virão. Com o tempo, você entenderá.
Durante anos aquela história lhe tomou lugar na mente. Os anos se passaram, coisas aconteceram e nada. Não conseguia entender o sentido da história. Percebeu então que não havia somente um sentido, mas vários.
Mais alguns anos de maturidade e finalmente o menino, agora já adulto, pôde entender o que significavam aquelas palavras...
Em primeiro lugar, nunca julgue nenhuma situação a menos que você esteja envolvido nela.
Segundo, nunca tente ajudar quem não pediu ajuda. Alguns pedem ajuda apenas com um olhar, esses casos merecem atenção, mas nunca tente ajudar alguém só porque a partir dos seus pré-conceitos você concluiu que aquela pessoa precisa de ajuda.
Finalmente, a maior lição de todas: viva a vida ao máximo! Esteja no barco da vida, mas saia dele de vez em quando. Às vezes é preciso olhar de longe para entender o que realmente se passa conosco. Mas, enfim, nunca se esqueça de que um passeio de barco não é um bom passeio a menos que você mergulhe de cabeça algumas vezes durante o percurso.
- Homem ao mar!! – gritou um dos marujos.
De repente, todos se juntaram na tentativa de salvar o companheiro em apuros.
Ao ser trazido de volta ao barco, o marujo repetia sem parar: "mas eu só estava dando um mergulho".
Foi então que os outros perceberam o erro que cometeram. Se desculparam e alegaram terem julgado mal toda a situação. Perguntaram o que podiam fazer para se retratarem. Foi então que o nadador disse:
- Só peço que todos mergulhem comigo se querem mesmo se desculpar.
No início, os colegas não entenderam nada, mas todos fizeram como ele pediu. Passaram a tarde inteira nadando e mergulhando.
Ao ouvir essa história, o garoto não entendeu nada, e quando pediu explicações, seu pai lhe disse apenas:
- Com o tempo, as explicações virão. Com o tempo, você entenderá.
Durante anos aquela história lhe tomou lugar na mente. Os anos se passaram, coisas aconteceram e nada. Não conseguia entender o sentido da história. Percebeu então que não havia somente um sentido, mas vários.
Mais alguns anos de maturidade e finalmente o menino, agora já adulto, pôde entender o que significavam aquelas palavras...
Em primeiro lugar, nunca julgue nenhuma situação a menos que você esteja envolvido nela.
Segundo, nunca tente ajudar quem não pediu ajuda. Alguns pedem ajuda apenas com um olhar, esses casos merecem atenção, mas nunca tente ajudar alguém só porque a partir dos seus pré-conceitos você concluiu que aquela pessoa precisa de ajuda.
Finalmente, a maior lição de todas: viva a vida ao máximo! Esteja no barco da vida, mas saia dele de vez em quando. Às vezes é preciso olhar de longe para entender o que realmente se passa conosco. Mas, enfim, nunca se esqueça de que um passeio de barco não é um bom passeio a menos que você mergulhe de cabeça algumas vezes durante o percurso.
O que é a vida? ...
O que é a vida senão algo a se viver?
Óbvio, pode parecer, mas as pessoas se esquecem disso. Eu me esqueço disso o tempo todo.
Muitas vezes me pego à espera do amanhã, na lembraça do ontem, ou num marasmo completo.
Uma tarde em frente à tv, um dia pelos cantos sem ver ninguém. Momentos sem perspectiva.
Mas como definir o que é vida? Vida não é apenas respirar.
Dizem que nós complicamos o que é simples, mas eu sei que a vida não pode ser simples.
Sim, a vida é simples, nós que a complicamos... Um momento. Preciso reavaliar essa frase.
A vida é simples porque das pequenas coisas ela é feita, mas ao mesmo tempo é muito complicada porque nós somos seres inteligentes demais para entender a sua simplicidade.
Essa filosofia podia se estender por uma eternidade e meia, mas isso não vem ao caso.
O que importa mesmo é a maneira como aproveitamos o tempo que nos é dado.
A palavra chave é paixão. Mais ainda que amor... paixão.
Eu amo meus pais, meu irmão, meus primos, meus amigos, amo muitas pessoas. E algumas coisas também.
Mas a paixão acontece quando entramos de cabeça nas emoções sem medo de nos machucar. Sim, o medo até ocorre. O medo, eu diria, é um mal necessário, mas ele nunca pode ser maior do que a vontade de viver.
Quanto maior a paixão maior a dor que se sente quando tudo acaba. E o rompimento sempre acontece. Nenhum momento é para sempre, e não é pelo simples fato de que não deve ser. Quanto mais o tempo passa maiores e mais intensas as emoções que sentimos, e por isso vale a pena seguir em frente. Acontecerão sofrimentos, e na hora em que eles acontecerem nada os fará passar mais rapidamente. Mas os sofrimentos existem porque temos que passar por eles.
Uma coisa é certa: nada existe sem razão.
Os sofrimentos abrem nossos caminhos. Algo que faz você sofrer demais com nove anos de idade parece bobagem quando você tem treze anos, e assim por diante.
O sofrimento significa o término de uma fase, apenas mais um rompimento. Superá-lo nos faz crescer.
Se nos fixarmos na dor que poderá surgir com o final de alguma fase, não ousaremos iniciar fase alguma. Se assim o fizermos, chegaremos ao nosso leito de morte sem histórias para contar.
Por isso, guardo com alegria todas as minhas cicatrizes. É por elas que percebo que não sou uma máquina, mas um sistema vivo.
Óbvio, pode parecer, mas as pessoas se esquecem disso. Eu me esqueço disso o tempo todo.
Muitas vezes me pego à espera do amanhã, na lembraça do ontem, ou num marasmo completo.
Uma tarde em frente à tv, um dia pelos cantos sem ver ninguém. Momentos sem perspectiva.
Mas como definir o que é vida? Vida não é apenas respirar.
Dizem que nós complicamos o que é simples, mas eu sei que a vida não pode ser simples.
Sim, a vida é simples, nós que a complicamos... Um momento. Preciso reavaliar essa frase.
A vida é simples porque das pequenas coisas ela é feita, mas ao mesmo tempo é muito complicada porque nós somos seres inteligentes demais para entender a sua simplicidade.
Essa filosofia podia se estender por uma eternidade e meia, mas isso não vem ao caso.
O que importa mesmo é a maneira como aproveitamos o tempo que nos é dado.
A palavra chave é paixão. Mais ainda que amor... paixão.
Eu amo meus pais, meu irmão, meus primos, meus amigos, amo muitas pessoas. E algumas coisas também.
Mas a paixão acontece quando entramos de cabeça nas emoções sem medo de nos machucar. Sim, o medo até ocorre. O medo, eu diria, é um mal necessário, mas ele nunca pode ser maior do que a vontade de viver.
Quanto maior a paixão maior a dor que se sente quando tudo acaba. E o rompimento sempre acontece. Nenhum momento é para sempre, e não é pelo simples fato de que não deve ser. Quanto mais o tempo passa maiores e mais intensas as emoções que sentimos, e por isso vale a pena seguir em frente. Acontecerão sofrimentos, e na hora em que eles acontecerem nada os fará passar mais rapidamente. Mas os sofrimentos existem porque temos que passar por eles.
Uma coisa é certa: nada existe sem razão.
Os sofrimentos abrem nossos caminhos. Algo que faz você sofrer demais com nove anos de idade parece bobagem quando você tem treze anos, e assim por diante.
O sofrimento significa o término de uma fase, apenas mais um rompimento. Superá-lo nos faz crescer.
Se nos fixarmos na dor que poderá surgir com o final de alguma fase, não ousaremos iniciar fase alguma. Se assim o fizermos, chegaremos ao nosso leito de morte sem histórias para contar.
Por isso, guardo com alegria todas as minhas cicatrizes. É por elas que percebo que não sou uma máquina, mas um sistema vivo.
Tuesday, August 31, 2004
O tempo...
Como demoram os segundos! E como voam as horas!
De repente dezoito.
Mas eu nem vivi dezoito anos. E também não aprendi dezoito anos.
Olhei para o lado e quando me dei conta dezoito anos haviam se passado.
Uma pequena distração... e eu nem percebi.
Uma pequena distração chamada vida.
De repente dezoito.
Mas eu nem vivi dezoito anos. E também não aprendi dezoito anos.
Olhei para o lado e quando me dei conta dezoito anos haviam se passado.
Uma pequena distração... e eu nem percebi.
Uma pequena distração chamada vida.
Outsider
Such an outsider you were
But only when you left could I realise
You were the one who held all the pieces together
I guess they say nothing is forever
Now everything has fallen apart
All the good things I had are gone
And you are gone for good ...
No last words, not even over the phone
I wish I could make it different
I wish I could turn it all away
But apparently the pain is here to stay
It tears my heart in pieces just to say
Before you I knew no goodbye
I didn’t even know the meaning of love
I know now what it’s like to cry
And I know there must be greater things above
I learned from you a whole new world
You used to say we gotta have things
To make life worthwhile
So I managed to create strings
Still I don’t regret any of my days beside you
But I pray to find a way to ease the pain
Nothing is like it used to be
Nothing will ever ease the pain ...
But Outsider came into my life
Outsider gave me a life
Outsider never let me pass it by
Outsider changed my inside
Outside, Inside and Outside
But only when you left could I realise
You were the one who held all the pieces together
I guess they say nothing is forever
Now everything has fallen apart
All the good things I had are gone
And you are gone for good ...
No last words, not even over the phone
I wish I could make it different
I wish I could turn it all away
But apparently the pain is here to stay
It tears my heart in pieces just to say
Before you I knew no goodbye
I didn’t even know the meaning of love
I know now what it’s like to cry
And I know there must be greater things above
I learned from you a whole new world
You used to say we gotta have things
To make life worthwhile
So I managed to create strings
Still I don’t regret any of my days beside you
But I pray to find a way to ease the pain
Nothing is like it used to be
Nothing will ever ease the pain ...
But Outsider came into my life
Outsider gave me a life
Outsider never let me pass it by
Outsider changed my inside
Outside, Inside and Outside
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