Monday, May 25, 2009

Excesso de bagagem


Preciso me livrar dessas roupas que se tornaram minha pele. Preciso voltar a abrir as janelas e observar a natureza. Passei a ignorá-la desde que pendurei aqueles quadros nas paredes.

Sinto frio, echarpe da vida. Estou doente. Procurei um médico e ele me confirmou tudo. Mas logo percebi que ele também está doente. Como posso acreditar em um médico que sofre da mesma doença que eu?

Queria tudo ao mesmo tempo, mas às vezes penso em uma ilha com nada mais do que tranqüilidade para pôr minhas idéias no lugar.

Sonho em tê-lo por perto, mas se tiver, não serei feliz. Mais feliz me deixam os sonhos. Sempre.

De todas as escolhas que faço, a minha favorita é sempre não escolher.

Não sei mais o que pensar. Estou tremendo, estou sozinha, estou perdendo toda e qualquer esperança.

Sinto que carrego um enorme excesso de bagagem. Quero limpar os armários, despir as paredes, ficar só com um par de brincos e um jogo de copos. Apenas as memórias boas e a essência do todo. Quero apagar as luzes e aniquilar as diferenças, ficar só com as nuances.

Cubra-me, echarpe. A solidão de si mesmo é terrivel.

Wednesday, May 06, 2009

Como uma torneira...


Por um instante eu pensei ser só eu. Fiquei jogada, encolhida, esquecida. Enfim encontrei claridade dentre minhas desilusões e percebi que só se desilude quem espera demais da vida. Devo esperar pouco? Não sei. Acho que não devo esperar. Porque a espera não é nada menos do que uma pequena sessão de tortura a qual nos submetemos voluntariamente. Como uma torneira pingando em intervalos compassados. Culpa nossa!


A partir de agora vou tentar fazer ...