Tuesday, December 01, 2009

It's not up to us to argue with destiny

It's not up to us to argue with destiny

We might even shout but in vain

The more we learn to accept it

The less we'll be in pain

There's so much energy we lose

There's even a piece of our hearts

That stays with every person

We decide to leave behind


There's much believe in our doubts

Reflection in our despair

And even these pieces of our heart

That we actually choose to spare


For there's not reason within sentiment

So there's no way there could be any doubt

Uncertainty means there's no love

A love I cannot live without

Saturday, June 06, 2009

Só tem uma coisa

Se você quer saber, só tem uma coisa como o amor. Passa rápida e intensamente, mesmo que dure por muitos anos. E te faz sentir-se desse jeito: rápida, intensa, completamente acordada e viva.


O pulso, que sempre pulsara, pulsa ligeiro mesmo sem pulsar mais rápido que antes. O céu que lá no alto sempre esteve, apesar de não se movimentar, vem abaixo e te abraça, te completa, te percebe. É isso. Você se torna altamente perceptível. A todos e a si mesma. Porque as cores que ali sempre existiram agora vibram. E realmente colorem.


Não adianta fugir porque o amor não está na pessoa ou coisa amada, está em você. E é verdade verdadeira quando digo que só existe mesmo uma coisa como o amor. Não se deixe enganar por publicidade falsa Não procure no lugar errado. Só o amor é como o amor, mesmo que seja mais amor do que antes já foi, mesmo que nunca tenha saído do lugar. Porque é isso que o amor faz com as coisas, as torna altamente perceptíveis.


Só não vê quem não quer.

Monday, May 25, 2009

Excesso de bagagem


Preciso me livrar dessas roupas que se tornaram minha pele. Preciso voltar a abrir as janelas e observar a natureza. Passei a ignorá-la desde que pendurei aqueles quadros nas paredes.

Sinto frio, echarpe da vida. Estou doente. Procurei um médico e ele me confirmou tudo. Mas logo percebi que ele também está doente. Como posso acreditar em um médico que sofre da mesma doença que eu?

Queria tudo ao mesmo tempo, mas às vezes penso em uma ilha com nada mais do que tranqüilidade para pôr minhas idéias no lugar.

Sonho em tê-lo por perto, mas se tiver, não serei feliz. Mais feliz me deixam os sonhos. Sempre.

De todas as escolhas que faço, a minha favorita é sempre não escolher.

Não sei mais o que pensar. Estou tremendo, estou sozinha, estou perdendo toda e qualquer esperança.

Sinto que carrego um enorme excesso de bagagem. Quero limpar os armários, despir as paredes, ficar só com um par de brincos e um jogo de copos. Apenas as memórias boas e a essência do todo. Quero apagar as luzes e aniquilar as diferenças, ficar só com as nuances.

Cubra-me, echarpe. A solidão de si mesmo é terrivel.

Wednesday, May 06, 2009

Como uma torneira...


Por um instante eu pensei ser só eu. Fiquei jogada, encolhida, esquecida. Enfim encontrei claridade dentre minhas desilusões e percebi que só se desilude quem espera demais da vida. Devo esperar pouco? Não sei. Acho que não devo esperar. Porque a espera não é nada menos do que uma pequena sessão de tortura a qual nos submetemos voluntariamente. Como uma torneira pingando em intervalos compassados. Culpa nossa!


A partir de agora vou tentar fazer ...

Monday, April 06, 2009

FILOSOFIA DE SOFÁ


Quantos filósofos conhecemos todos os dias por aí? E quantas filosofias inventamos ao longo de nossas vidas? Mudar de idéia é exatamente o que nos faz Humanos. Do contrário, por que raios diríamos uma coisa e faríamos outra? Fazemos, porque de lá pra cá já mudamos de idéia!

Esse fenômeno tão corriqueiro eu chamo de filosofia de sofá. É a diferença entre falar e fazer, a distância entre o pensar e agir. Quando nos reunimos com amigos para papear e trocar pontos de vista, normalmente compartilhamos as filosofias de sofá. Vemos as situações por alto, como quem esta do lado de fora.

As conversas sempre iniciam-se ao mencionar Fulano, que foi visto na Rua Augusta fumando um charuto em frente a um puteiro. Ciclano terminou o casamento de 10 anos porque pegou a esposa com o jardineiro. Beltrano foi demitido porque fazia Caixa Dois com o dinheiro da empresa. Enfim, alguém sabe do primo do vizinho do amigo, ouviu algo no jornal da tarde ou viu as cenas do capítulo passado da novela.

Começa-se uma discussão acerca de assuntos completamente hipotéticos e cada um torna-se o que pretende ser. “Se fosse comigo, minha esposa não teria motivos para...” ou “Eu roubaria, mas encobriria melhor o crime, jamais seria descoberto”, diz o engraçado da turma, e a essa altura do campeonato todo mundo já riu, descontraiu e deu sua opinião sobre os mais diversos assuntos. Foi-se uma tarde com os amigos.

Eis que um dia você se encontra numa situação atípica, como essas de novela mesmo, sua vida se complica num instante, e você lida com a coisa do jeito que pode. Um dia um amigo descobre e logo solta: “Mas quem foi que disse que nunca faria...?”.

Pois é, quem disse foi o filosofo de sofá, e não você. Mas é de filosofias de sofá que a vida é feita! Porque senão, não teria a menor graça. Sobre o que falaríamos numa roda de bar?

Wednesday, March 11, 2009

Waikiki era ali


É por andar por essas ruas cheias de trânsito que eu me lembro do tempo em que morava na praia. A vida era muito simples e os dias todos quase iguais. Era raro se pensar no que fazer, sempre se tinha a natureza para contemplar.

Passava-se as manhãs na beira do mar, as tardes trocando palavras rasas com amigos, sem papo profundo ou vontade de impressionar. De vez em quando surgia um passeio de barco e tinha dias que tinha hora certa para ir trabalhar.

Sair sozinha a tarde não durava muito, pois eu sempre encontrava alguém com quem passear. E foi assim que passei dias e dias, foi fácil de me acostumar.

Monday, December 04, 2006

Nem sei...


Outra vez o pé na estrada
Deixando pra trás coisas que nem sei
De novo o medo de enfrentar o que deixo aqui
E o que procuro encontrar pela frente

É o jeito mais fácil, mais díficil
Nem sei bem o que fazer

Da primeira vez foi de propósito
Desa vez é sem querer

Nem sei...
Se quero saber

Sunday, November 05, 2006

O que nos une

Esse ar carrega em si tanta pressão.
Meus ombros pesam, quase não agüento.
Me curvo aos poucos sem perceber.
Preciso pegar o Expresso da Meia-noite.
O quanto antes, preciso fugir.
Sinto que nenhum desejo meu se concretizará.
Tudo é um conto de fadas sem meio ou fim.
Só o começo, as maldades, o desencanto.
Preciso reorganizar a vida.
Esta que me foi dada em troca de nada.
Mas da qual eu não cuidei nem um só dia.
Será que nunca é tarde mesmo?
Talvez seja necessário errar para nos igualarmos.
Talvez isso seja desculpa que criei.
Assim... Para ter coragem de conviver comigo.
Talvez o mal seja só a metade. Mesmo.
Talvez eu realmente acredite no que escrevo.
Sem mal, não há bem, verdade seja dita.
Preciso de tudo assim como tudo precisa de mim.
Aposto!
Ou melhor, não sei.
Honestamente, não sei bem.
Acho que o tanto que sei é que...
O que nos une indistintamente é a Partida.

Monday, October 30, 2006

Que tudo seja completo

Que as emoções durem.
Que as relações pareçam eternas mesmo que não sejam.
Que os sonhos sejam ideais e a realidade mais ainda.
Que o sarcasmo não seja mais que uma boa piada.
Que o ceticismo não parta de dentro.
Que tudo seja completo.

Monday, October 16, 2006

Eu não! Nem morta!

Porque o céu também não é o limite, é apenas uma ilusão. Nada pode me privar dos meus sonhos. Ou compreender a grandeza do que acontece dentro da minha cabeça. É coisa louca, o tempo todo. Eu fico brava, eu choro, eu minto, eu ajudo e atrapalho. Sou do bem, do mal, do inferno, vou pro raio que me parta. Quero ser essa mesmo que eu sou, toda despadaçada. As falhas são minhas, só minhas!!! Sai daqui agora e me deixa só!

Dou um beijo na testa da minha mãe de manhã. Você é tudo para mim, mãe, você sabe. Você também, pai. Vocês me deram todos os instrumentos certos para que eu tivesse uma vida feliz e não me tornasse exatamente quem eu me tornei. Mas não adianta, não posso mudar. Tentei, não consigo. Acontece que tudo isso que corre dentro de mim é vida sim, e eu existo só desse jeito. Todas as malcriações que eu faço contra a minha vontade. Essas sim, são os momentos de fraqueza que eu tento esconder dos outros. Mas adianta? Eu não consigo esconder de mim. Então adianta nada!

Eu dei errado, eu sei, mas penso que a felicidade vem escondida. E ela está me dizendo pra deixar de ser boba. Afinal, não existe certo e errado.

Cansei de mentir. Para mim, pros outros. Mentir para quê?
Eu não! Nem morta!