Saturday, September 16, 2006

Sem arrependimentos...

Tem uma frase em inglês que, se traduzida, faz o maior sentido. Equivaleria a “o tempo é o que se faz dele”.
Eu já não sou lá uma figura muito normal. Eu tenho inúmeras manias, sou completamente desregrada e a minha rotina é toda louca. Ainda assim é uma rotina porque todo dia é igual, ou seja, diferente.
Eu tenho um início de TOC, são pequenas coisas que me incomodam horrores, tanto que parece que se eu não acertá-las dentro das minhas medidas eu não vou agüentar e vou finalmente colapsar. Por isso eu lavo a mão várias vezes ao dia, só coloco o volume do som do carro em números múltiplos de cinco e sempre checo duas vezes para ver se o carro está realmente fechado. Entre outros.
São peculiaridades minhas e chamá-las de início de TOC pode até ser um exagero, mas essa é lá outra esquisitice minha: exagerar.
Enfim, sou um tanto instável em meus gostos, mas tomo decisões com rapidez e nunca me arrependo delas. Além disso, sou bastante eclética, gosto de variar e não suporto sentir que estou perdendo de inovar nos meus programas e passeios, por isso tento ao máximo contrariar a Lei inversa da física que diz que um corpo não pode ocupar dois lugares ao mesmo tempo. Eu não consigo, mas eu tento.
E tempo é mesmo um assunto difícil. É impossível domá-lo, portanto, faço de tudo para dividir o
meu tempo da melhor forma.

Dormir é uma das minhas atividades favoritas, assim como sair para dançar, escrever, escutar música, ler, conversar, entre outros. E como é impossível dormir e ir para a balada simultaneamente, passo uma semana saindo loucamente, outra apenas de papo para o ar, a próxima investindo na minha formação e no meu futuro, e por aí vai!
Sim, existe muito a se fazer e pouco tempo para isso, então aproveite seu tempo da forma apropriada. Não reserve um ano inteirinho da sua vida apenas para estudar e passar no vestibular. Não se mude para o exterior por cinco anos para trabalhar entregando pizza e acumular dólares para construir uma casa ao voltar a seu país de origem.

Sinta que a vida é agora e depois e antes e tudo e nada. Isso quer dizer que se você não quer se arrepender, evite exageros. Não se dedique a um só objetivo. Porque a sua vida está aí exatamente para que você queira cada vez mais dela.
Queira namorar e trabalhar e viajar e descansar e estudar e se divertir sempre, tudo na mesma época. E essa época é agora!

Vá ao teatro, assista filmes em casa, compre entradas para shows e espetáculos, conheça baladas de diversas tribos, vá a um novo parque de diversões quando você tiver mais que trinta anos, leia uma pilha de livros, converse com pessoas que pensam diferente, discuta, trabalhe, aprenda, busque sempre o que é novo e o que está distante, porque quem pode dizer que aquilo que está do outro lado do vidro não é para o seu bico?
Faça um curso de costura, oras bolas, vai que você calha de gostar da coisa.
Não tenha medo de errar, se você o fizer com classe e perfeição, vai conseguir tirar boas estórias disso futuramente, e vai sempre mudar. Mude. Mude muito, todo dia, toda hora. Aliás, não mude, apenas não seja. Não seja isso ou aquilo, seja tudo que você está afim de ser, sem rótulos. Não tenha medo de surpreender os outros e, pior ainda, não fique tímido ao se surpreender. Não aceite nem o rótulo de louco ou de diferente, porque você não é, você é normalíssimo, faz como todos os outros: vive da forma como pretende, em busca da famosa felicidade.
Mas não faça todos os esforços em busca dela, porque a felicidade é, no fim, um estado de espírito. É o sentimento que você vai ter ao completar de todas essas tarefas que você colocou na cabeça que quer para você. Faça e aconteça, e também deixe acontecer. Às vezes as coisas acontecem mesmo sozinhas.
E se você deixar de falar ou fazer algo em determinado momento, não fique se maltratando por isso, você não tinha condições de fazer tal coisa naquele momento e não o fez. Acontece!
Porém, se você se alongar cada dia um pouco mais para falar verdades, fazer o que te dá na telha, se desapegar das raízes materiais, aceitar um não como resposta e pensar “e daí?”, um dia sem perceber você vai estar em condições de fazer tudo aquilo que deseja, e vai ser um pouquinho mais feliz por isso.
Feliz porque é o que a liberdade nos traz. Não a liberdade de não depender dos outros ou de não sentir vontades e saudades, mas a sensação de liberdade, de fazer o que quer, de querer o que pode, que pode ser só uma sensação mesmo, talvez falsa, mas faz bem.
Erre, corrija, acerte na mosca, erre de novo, insista, quebre a cabeça, sofra. Alguém já disse que sofrer é bem legal? Mas sofra com cautela, não mergulhe de cabeça na dor, molhe os pés e os calcanhares, o suficiente para você aprender a lição e partir para a outra. Um pouco mais machucado, mas com cicatrizes que serão exatamente os motivos pelos quais algumas pessoas especiais te amarão no futuro. Porque não é difícil achar alguém que te adore pelas suas qualidades e sucessos, mas é raro achar quem te ame pelos seus fracassos e defeitos, e isso é valioso.
Você também vai amar alguém pelos seus medos e manias e não confunda isso com pena, não é não. Porque são realmente essas características que enobrecem um homem: suas dificuldades.
Então não sofra antecipadamente. Analise as situações, sinta o que tem que sentir, seja bom ou ruim, mas não se desgaste com pré-ocupações, porque apesar de ser clichê, no final tudo dá certo sim! Quer dizer, vai dar se você pensar dessa forma e olhar a vida através do seu aspecto positivo. A metade cheia do copo, entende?!

Monday, September 04, 2006

Hoje

O calor aquece minha pele de forma inesquecível. Parece que a brisa quente só quer me contar que eu não estou sozinha. A brisa tem nome. Amor. Amor é seu nome. E eu digo que não há frio que jogue longe esse cobertor. Não é eterno, mas hoje é. Hoje é e hoje sempre vai ser!
Eu amo essa brisa que me lembra de minuto a minuto que eu não estou só. Que eu tive sorte e não estou só.
Pode ser só por hoje, mas hoje dura uma eternidade...
Eu amo hoje!
Hoje, eu amo!

Monday, August 28, 2006

Cada um com seus problemas

Tristes semblantes
Problemas semelhantes
Ela amava um meliante
Ele amava uma amante

Aquilo tinha que terminar
Souberam disso assim que começaram a amar
Antes era só brincadeira
Agora o sentimento começava a assustar

“Eu sou casada”, “Eu sei”
“Estou cansada”, “Eu também”
“Vou pra casa”, “Fica, meu bem...”
“Mas eu sou casada!”, “Tudo bem”

Abraçaram-se e esperaram o tempo passar
O tempo não passava
Chegaram à conclusão que teriam que se separar
Mas o coração não deixava

Choraram e ajoelharam-se
“Então eu vou pedir a separação”
“Assim também não!”
Ela entendeu a situação

Foi embora e o deixou sozinho
Nunca mais atendeu seus telefonemas
Ela só disse uma coisa ao pilantra:
“Cada um com seus problemas”

Wednesday, August 23, 2006

Idade... (Feliz Aniversário!)

Idade todo mundo tem. Diferentes, é claro, mas sem exceção. Por isso é que aniversário chega até a ser uma celebração curiosa. Tudo bem, até vai que todo mundo tenha um dia especial pra si uma vez por ano. Eu vou confessar que não acho nem um pouco ruins as comemorações, telefonemas e presentes! Mas a gente não envelhece uma vez por ano, e sim todo dia, a cada minuto, segundo. Aos poucos.
Tão pouco que nem adianta esquentar a cabeça.
E idade não quer dizer nada, até porque cada um envelhece da sua forma. Uns rapidamente, outros nem tanto.
A idade pode ser sim um lembrete de que o tempo está passando, e de que todos os planos e propósitos tem que ser agilizados, porque se tem uma coisa que é certa e igual para todos, é que um dia – no nosso último dia - deixaremos de ser.
Enfim, devemos então fazer dos aniversários datas de reflexão, porque um ano passa assim como dez, da mesma forma que a vida inteira.
Fique atento para não deixar que números o atrapalhem. Eles não servem nem de ameaça nem de conforto. Seja quem és na idade que tens, ou seja, SEJA!

Feliz Aniversário!

Wednesday, August 16, 2006

Crônicas da noite paulista

Certa vez eu ouvi alguém dizer que o importante mesmo em uma balada é se sentir bonito! “O resto vem quase que naturalmente”, continuou.
O moço disse isso a um conhecido que tinha feito a seguinte pergunta: “Aí, acho que minha roupa não está muito adequada! Você acha que vai pegar mal?”.
Ele até explicou o que queria dizer com “resto”. Disse que a autoconfiança deixa a pessoa com um charme impagável. Além de que na balada, a luz negra e o álcool ajudam a fazer um monte de gente de repente parecer bastante interessante. Obviamente.
Fiquei tão curiosa que não resisti em olhar para trás de mim e ver a cara do figura. Nem charmoso era – ri baixinho, tornando novamente para frente.
Mas o pior é que ele tinha razão, observei. Desse dia em diante comecei a reparar nos personagens das baladas.
É engraçado como às vezes ouvimos frases de intensa sabedoria em lugares como a fila de uma balada.
Por isso que eu mantenho a máxima de que uma vida boêmia é uma vida completa. Não há nada que não aconteça na noite paulista. Principalmente situações diferentes e às vezes até constrangedoras. Algumas delas aconteceram comigo!

Episódio # 1
Uma noite eu estava numa boate dançando com as minhas amigas e um moleque veio falar comigo. Eu fui educada. Ele perguntou meu nome, eu respondi. Conversamos por uns cinco minutos e ele deixou claro que adorava meninas difíceis. Logo pensei: “Que bom! Pelo menos, esse cara não vai me dar trabalho hoje”. Ingenuidade a minha.
Nem mais cinco minutos e ele tentou me beijar. Dei dois passos para trás e disse “não”. Não quis ser tão desagradável. Para me redimir, rapidamente retomei a conversa. Mas não houve jeito, ele tentou me agarrar novamente. Aí tive que ser drástica: afastei-me e fiz cara feia.
Ele nem ficou tímido. Parecia que quanto mais eu dizia não, mais ele gostava de mim.
Agora me explica como é que se faz uma pessoa que adora garotas difíceis entender que um não significa não e pronto. “Não adianta, não vou te beijar. Tenho que ir”. Au revoir!

Tuesday, August 15, 2006

Obrigada, amigo das trevas...

Você, amigo das trevas, me fez ver a luz. Disse que eu podia brincar lá fora, mesmo que isso significasse me sujar de terra. Abraçou-me e disse com seus olhos o quanto me amava. E eu te amo um tanto mais.

Você, amigo das trevas, me afastou da sombra. Iluminou todo o meu caminho e existência. Falou que nada mais precisava ser tão escuro, que eu não precisava tampar meus ouvidos nem fechar meus olhos como fazia antes.

Você não mentiu quando disse que tudo ficaria bem. Que se eu olhasse no espelho não ia me odiar. Passei a olhar, a gostar, a amar. Sei o que falta e o que sobra e amo mesmo assim.

Amigo das trevas, até hoje não sei a que vieste, mas me fizeste muito bem. Chegasse de mansinho como um sussurro atrás do ouvido. Foi conquistando espaço e hoje é meu tudo.

Ninguém queria que eu te mantivesse por perto, amigo das trevas, mas eu fui forte e segui meus instintos que me avisaram que você era sábio e só me daria bons frutos.

Você me deu a mim mesma. Trouxe até mim fortunas e regalias. Trouxe também a verdade, me afastou da maldade, e me deixou saudade. Tudo isso porque eu não consegui te segurar aqui.

Mas você bem me alertou que eu não conseguiria fazê-lo. Pediu que eu não me preocupasse porque o que importava em ti já estava em mim. Amo-te porque nunca mentes.

Você, amigo das trevas, deixou minha sombra de tal forma que virou luz, e nunca mais consegui olhá-lo. Brilhas tão forte que decidi guardá-lo dentro de mim. E assim me sinto plena.

Obrigada, amigo das trevas, por ser tão amigo e nunca me abandonar. Porque longe ou perto, já sou o que você me ensinou e não o esquecerei jamais. Obrigada, amigo das trevas, por ser a melhor parte de mim.

Thursday, August 10, 2006

Brasil.

Nós brasileiros aprendemos a ser incrédulos.
Esquecemos nossas tradições e credos.
Globalmente, perdemos crédito.

Brasil, um país regado de cores e flores e amores.
Mas mais que isso: tão cheio de dores e horrores.
Culpa da perda de valores.

Em um momento indistinto da nossa história, a nação começou a aceitar certas fatalidades como verdades.
Será que perdemos nossa capacidade à humanidade?

O crime violentou até o interior de nossas almas.
Só nos faltou bater palmas.
Agora perdemos a calma.

Atingimos o fundo do poço.
Roeram nosso brio até o osso.
Não existe aqui mais nenhum menino-moço.

Crescemos involuntariamente.
Transformamos-nos em adultos deprimentes.
Desaprendemos a ser conscientes.

Como brasileira, já nem sinto mais.
Onde todos forem, vou atrás.
Meu único desejo é paz.

Telejornais

Para os que preservavam ainda um fio de esperança
Chegou a navalha do terrorismo
Cortando nossas gargantas e fazendo do medo uma constante

Abre portas obscuras e trágicas
Lá de longe se escuta um grito...

Que vai ficando cada vez mais próximo
A violência bate à minha porta
E abafa aos poucos o meu amor pela vida
Das minhas crenças, a maior parte virou pó
A minha vida reduziu-se aos telejornais

Há os que ainda sonham com um novo começo
Escravos que somos do Deus que inventamos
Zumbis porque cegos e surdos seguimos essa seita capitalista
Botamos a boca no mundo para reclamar em vão
Ou não sabemos que até dentro das nossas casas existe a corrupção?
Levando todo o bom senso que nos restou um dia
Lamentamo-nos porque o segundo dilúvio demora a chegar...
A verdade é que nos encontramos sem saída
Há quem ainda acredite?

Publicar o quê?

Olha que não era nem a primeira vez que me perguntavam aquilo...

- Por que você não publica seus textos?

Não entendo bem o porquê, mas desta vez a frase não saiu da minha cabeça. Eu estava acostumada a dar uma sucinta resposta e não fiz diferente; repliquei ao questionador:

- Não, imagina! Isso não é pra mim. Meus textos são bastante pessoais. Não tenho nenhuma vaidade em vê-los publicados.

Mas os dias passaram e aquilo não me saiu do pensamento. Aí comecei a refletir... Comigo mesma, no carro, não havia razões para mentir.

Seria timidez? Vergonha? Porque eu tinha tanto medo de mostrar meus arquivos se tudo o que eu escrevia eram as minhas realidades? Afinal, eu escrevia exclusivamente para mim.

Daí me veio uma resposta um tanto duvidosa. De primeiro, nem dei bola. Pensei com meus botões que talvez nem eu soubesse a verdade, que mentisse para mim mesma, assim, sem querer.

Não parecia muito razoável, mas dei de considerar a possibilidade.

E a frase ressoava freneticamente na minha cabeça:

- Por que você não divulga seus textos? De que lhe importaria se outros os lessem?

Fiquei na minha. Para dizer a verdade, aquela questão me assustava um pouco. Tentar respondê-la podia ser o mesmo que abrir a porta para um mundo de descobertas, que podia acarretar em mudanças irreversíveis. Será que eu precisava daquilo? Deveria me arriscar?

No carro de novo, em meio a um enorme engarrafamento, enxerguei minha oportunidade. Nada planejado, mas o raciocínio foi se desenrolando e de repente arrisquei uma conclusão: Aqueles textos não me representavam. E era por isso que eu não fazia a mínima questão de exibi-los.

Se eu traduzisse em letras o que sentia no fundo da minha alma, talvez não quisesse levar para nenhuma editora com medo de uma represália. É muito duro ouvir as portas batendo na nossa cara. De repente, alguém lia meus artigos, tão meus e só meus, e eu colocava na mão daquele indivíduo o poder de me amar ou me rejeitar. E isso está longe de ser uma tarefa fácil.

Mas como eu descobri mesmo que eu não era o que eu escrevia, bem vi que não precisava nem passar por aquele teste, pois de nada adiantaria que apenas uma pequena fração da minha persona fosse aprovada ou reprovada.

Os meus escritos não me representavam porque, apesar de serem sim sentimentos e reflexões genuínas, não constituíam a verdade completa, eram só uma faceta, a cobertura do bolo.

Eu tinha que desvendar o recheio. Senti um medo!

Uma voz desconhecida reverberava em minha mente, falando frases esquisitas. Aos poucos fui me afeiçoando a ela. Incomodava-me horrores com a minha incapacidade de encontrar uma resposta precisa. Mas logo percebi que estava seguindo pelo caminho certo.

Curiosa, continuei minha viagem intelectual. Se ao menos conseguisse me despir de toda censura ao escrever meus caprichos... Mas parecia tarefa impossível.

Sei bem o que responderei da próxima vez que a preciosa pergunta me for feita. Direi que sim, já pensei em publicar meus textos, o dia que conseguir ser visceral em meus relatos, quando sentir que tudo que sou está ali, exposto para quem tiver coragem de ler, daí sim, vou publicar os meus artigos, os meus poemas, as minhas histórias, os meus pedaços...

Aí sim, imprimirei minha marca em linhas e linhas repletas de verdades, sonoras pra mim assim como o sino da meia-noite que me avisa que estou perto de casa.

Minhas sombras serão jogadas à luz. E eu não temerei atirar-me aos leões.

Resumir-me-ei para o mundo.

Por enquanto, não deixo dúvidas de que continuo traçando o caminho mais difícil, cheio de obstáculos e vontade de desistir.

Se eu descobri quem eu sou? Ainda não, mas eu chego lá. Agora estou em processo de desconstrução.

Tuesday, August 08, 2006

Amigo não é coisa pra se guardar

Amizade pra valer é amor.
Quando você ama uma pessoa, você quer só o bem dela.
Botar a mão no fogo por alguém não é besteira, é apenas saber exatamente como aquela pessoa se sente em relação às coisas do mundo. Isso advém de muita conversa e convivência. É saber também que princípios imutáveis o seu amigo carrega consigo, que verdades podem ser influenciadas por teores etílicos ou afins e que mudanças de humores podem variar seu comportamento.
Entenda: ser amigo não significa nunca se surpreender. Pelo contrário. Mas como amigos conversam entre si, amigos se preparam para ações inusitadas, ou seja, a surpresa nunca é completa!
Amor incondicional é amor de mãe. Amor de amigo é completamente condicionado em todo começo, meio e fim do que amigos viveram até então.
Se amigo é a família que escolhemos? Pode ser... Mas família é família porque precisa se agüentar, certo? E amizades também não são sempre um mar de rosas... Se você pensa assim, precisa aprofundar as suas!
Nem sempre escolhemos o amigo. Na maioria das vezes, calhamos de encontrá-lo em uma sala de aula, em uma viagem pra lá de esquisita, na vizinhança, e por aí vai... Daí a gente começa a conversar como quem não quer nada, e acontece! Se tivermos afinidades, acontece...
Mas algumas vezes eles vão morar em outro país ou alguma coisa acontece que impede essa grande amizade em potencial de florescer... O que significa que a gente não escolhe de jeito nenhum. Existe uma série de fatores contribuintes... Talvez assim como a família. Nascemos nela e pronto.
Ter um amigo é mais do que se divertir, é ter não só os seus problemas e crises, mas ter os dele também!
E por que manter amizades difíceis? Porque você também não é nada fácil...
Você às vezes é chato, implica com bobagens, desconta seus problemas do trabalho no seu melhor amigo, não dá nem bola quando ele te conta uma grande notícia porque você está passando por um momento difícil dentro de casa... E ele entende!
Mas você também tem que entender...
E por que você não tem a mínima vergonha de falar abertamente sobre seus sentimentos e verdades com seu amigo? Por que não tem vergonha de dar vexames na frente dele? Ou de falar besteiras e ser mal interpretado?
Simplesmente porque você já cansou de vê-lo fazendo o mesmo...
Por isso ser amigo é ser você mesmo, o mais natural possível, porque ainda que você tente mentir, seu amigo sabe o que você queria dizer... Vocês se conhecem demais, nem adianta o esforço!
Amigo é quem te sacode quando você está pra baixo, é quem fica no pé da sua cama quando você está doente, é quem te arrasta pra balada quando você não está nem um pouco afim. É o melhor psicólogo das suas ações.
Manter uma amizade é dar muito mais do que receber... Porque você nunca presta atenção no que está recebendo, ou presta?
Enfim, amigo não é coisa pra se guardar. Amigo é coisa pra se usar... E muito!