Certa vez eu ouvi alguém dizer que o importante mesmo em uma balada é se sentir bonito! “O resto vem quase que naturalmente”, continuou.
O moço disse isso a um conhecido que tinha feito a seguinte pergunta: “Aí, acho que minha roupa não está muito adequada! Você acha que vai pegar mal?”.
Ele até explicou o que queria dizer com “resto”. Disse que a autoconfiança deixa a pessoa com um charme impagável. Além de que na balada, a luz negra e o álcool ajudam a fazer um monte de gente de repente parecer bastante interessante. Obviamente.
Fiquei tão curiosa que não resisti em olhar para trás de mim e ver a cara do figura. Nem charmoso era – ri baixinho, tornando novamente para frente.
Mas o pior é que ele tinha razão, observei. Desse dia em diante comecei a reparar nos personagens das baladas.
É engraçado como às vezes ouvimos frases de intensa sabedoria em lugares como a fila de uma balada.
Por isso que eu mantenho a máxima de que uma vida boêmia é uma vida completa. Não há nada que não aconteça na noite paulista. Principalmente situações diferentes e às vezes até constrangedoras. Algumas delas aconteceram comigo!
Episódio # 1
Uma noite eu estava numa boate dançando com as minhas amigas e um moleque veio falar comigo. Eu fui educada. Ele perguntou meu nome, eu respondi. Conversamos por uns cinco minutos e ele deixou claro que adorava meninas difíceis. Logo pensei: “Que bom! Pelo menos, esse cara não vai me dar trabalho hoje”. Ingenuidade a minha.
Nem mais cinco minutos e ele tentou me beijar. Dei dois passos para trás e disse “não”. Não quis ser tão desagradável. Para me redimir, rapidamente retomei a conversa. Mas não houve jeito, ele tentou me agarrar novamente. Aí tive que ser drástica: afastei-me e fiz cara feia.
Ele nem ficou tímido. Parecia que quanto mais eu dizia não, mais ele gostava de mim.
Agora me explica como é que se faz uma pessoa que adora garotas difíceis entender que um não significa não e pronto. “Não adianta, não vou te beijar. Tenho que ir”. Au revoir!
Wednesday, August 16, 2006
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