Para os que preservavam ainda um fio de esperança
Chegou a navalha do terrorismo
Cortando nossas gargantas e fazendo do medo uma constante
Abre portas obscuras e trágicas
Lá de longe se escuta um grito...
Que vai ficando cada vez mais próximo
A violência bate à minha porta
E abafa aos poucos o meu amor pela vida
Das minhas crenças, a maior parte virou pó
A minha vida reduziu-se aos telejornais
Há os que ainda sonham com um novo começo
Escravos que somos do Deus que inventamos
Zumbis porque cegos e surdos seguimos essa seita capitalista
Botamos a boca no mundo para reclamar em vão
Ou não sabemos que até dentro das nossas casas existe a corrupção?
Levando todo o bom senso que nos restou um dia
Lamentamo-nos porque o segundo dilúvio demora a chegar...
A verdade é que nos encontramos sem saída
Há quem ainda acredite?
Thursday, August 10, 2006
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