Monday, October 16, 2006

Eu não! Nem morta!

Porque o céu também não é o limite, é apenas uma ilusão. Nada pode me privar dos meus sonhos. Ou compreender a grandeza do que acontece dentro da minha cabeça. É coisa louca, o tempo todo. Eu fico brava, eu choro, eu minto, eu ajudo e atrapalho. Sou do bem, do mal, do inferno, vou pro raio que me parta. Quero ser essa mesmo que eu sou, toda despadaçada. As falhas são minhas, só minhas!!! Sai daqui agora e me deixa só!

Dou um beijo na testa da minha mãe de manhã. Você é tudo para mim, mãe, você sabe. Você também, pai. Vocês me deram todos os instrumentos certos para que eu tivesse uma vida feliz e não me tornasse exatamente quem eu me tornei. Mas não adianta, não posso mudar. Tentei, não consigo. Acontece que tudo isso que corre dentro de mim é vida sim, e eu existo só desse jeito. Todas as malcriações que eu faço contra a minha vontade. Essas sim, são os momentos de fraqueza que eu tento esconder dos outros. Mas adianta? Eu não consigo esconder de mim. Então adianta nada!

Eu dei errado, eu sei, mas penso que a felicidade vem escondida. E ela está me dizendo pra deixar de ser boba. Afinal, não existe certo e errado.

Cansei de mentir. Para mim, pros outros. Mentir para quê?
Eu não! Nem morta!

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