Se tem uma coisa que ninguém admite, mas que estraga muitas relações ou, pelo menos, evita muitos momentos perfeitos, é o orgulho.
Tem uma frase muito antiga, do tempo em que vovó ainda era gostosa, que é: "quando um não quer, dois não brigam". Pois esta é uma verdade viceral. Se há briga é porque nenhum deles quer dar o braço a torcer. Então por que colocar a culpa no outro? Adianta de alguma coisa?
A culpa pode ser metade de um, metade de outro, mas se a outra pessoa é ainda mais orgulhosa que você, ela nunca vai admitir!
Pois é, nem quem sabe que a medida inteligente seria deixar para lá faz isso. Porque o ser humano não é muito inteligente mesmo.
Às vezes, ouvir um: "é, você tem toda a razão" melhora o dia de uma pessoa. Mas por que será que a gente sente tanto prazer quando alguém nos dá a razão?
Parece que uma vez que o outro admitiu que estamos corretos, passamos a ser superiores a este. Só que não é assim (e sabemos). Então por que cargas d'água agimos como se fosse?
Impossível responder. É, está aí: tem coisas que nem o pederasta do Freud explica. Infelizmente! Porque às vezes, quando precisamos desesperadamente de uma resposta para qualquer pergunta, é muito bom viajar na batatinha do outro. Nem que seja acreditar piamente na conversão do dízimo em caridade quando estamos no nosso leito de morte.
A necessidade faz a verdade. Mas isso eu não ouvi em lugar nenhum.
Acho que é só. Claro que não é só o que tenho para dizer. (Ou nem tenham tanta certeza, afinal, como vocês poderiam saber?). Entretanto, é só o que eu estou com vontade de escrever agora. Que cãimbra horrível. Fui...
Sunday, April 03, 2005
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